quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O fantástico mundo de Cortázar


"La mayoría de las cosas que he escrito entran en el dominio de lo fantástico, y entonces, lo fantático me llega a mí de una manera tambiém fantástica, me asalta digamos en un café, en la calle, en el metro, en la cama, caminando, me pongo a escribir esa situación y digamos que el cuento después se escribe a sí mismo. Yo tengo un poco de vergüenza de firmar mis cuentos porque no estoy muy seguro de ser autor, pienso a veces que soy un médium", assim diz certa vez Julio Cortázar.

Andar pelas ruas de Buenos Aires é cruzar com esse espírito literário de Cortázar, alma da prosa de Borges, com o drama e a sensualidade do tango de Gardel. A cidade não um ponto específico que soe fantástico. O clima da cidade é o fantástico. A charla nos cafés. O caminhar sem pressa. O tango nas ruas do pitoresco bairro da La Boca. O papo com o garçom, que na maioria das vezes é mesmo garçon de 10 anos atrás, que sabe o que você gosta de comer e até o que vocês gosta de conversar.

Buenos Aires é uma cidade para sonhar.

FÉ MENINA

Um estranho enviou-me esse poema. Não sei quem é a pessoa, mas achei lindo então estou partilhando com meus amigos

FÉ MENINA


Da boca da moça
Os lábios beijoca.

Que roça sem troca
Na boça do tempo.

Garimpo de estrelas.
No Olimpo, os sentidos.

Na bossa que toca
A alma dos ventos.

Menina linda
De renda redonda

Que vira lenda
Na infinda avenida.

Te peço, se posso
No passo do alento

Que sendo divina,
Fé menina, rebento.