quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O fantástico mundo de Cortázar


"La mayoría de las cosas que he escrito entran en el dominio de lo fantástico, y entonces, lo fantático me llega a mí de una manera tambiém fantástica, me asalta digamos en un café, en la calle, en el metro, en la cama, caminando, me pongo a escribir esa situación y digamos que el cuento después se escribe a sí mismo. Yo tengo un poco de vergüenza de firmar mis cuentos porque no estoy muy seguro de ser autor, pienso a veces que soy un médium", assim diz certa vez Julio Cortázar.

Andar pelas ruas de Buenos Aires é cruzar com esse espírito literário de Cortázar, alma da prosa de Borges, com o drama e a sensualidade do tango de Gardel. A cidade não um ponto específico que soe fantástico. O clima da cidade é o fantástico. A charla nos cafés. O caminhar sem pressa. O tango nas ruas do pitoresco bairro da La Boca. O papo com o garçom, que na maioria das vezes é mesmo garçon de 10 anos atrás, que sabe o que você gosta de comer e até o que vocês gosta de conversar.

Buenos Aires é uma cidade para sonhar.

FÉ MENINA

Um estranho enviou-me esse poema. Não sei quem é a pessoa, mas achei lindo então estou partilhando com meus amigos

FÉ MENINA


Da boca da moça
Os lábios beijoca.

Que roça sem troca
Na boça do tempo.

Garimpo de estrelas.
No Olimpo, os sentidos.

Na bossa que toca
A alma dos ventos.

Menina linda
De renda redonda

Que vira lenda
Na infinda avenida.

Te peço, se posso
No passo do alento

Que sendo divina,
Fé menina, rebento.

sábado, 31 de outubro de 2009

Delta del Tígre




Estava amanhecendo quando entramos no Delta del Tígre. A natureza me acordou com um lindo raiar do sol, que parecia dar boas vindas aos visitantes que tinham saído do Uruguai de madrugada. Essa foi a primeira imagem da Argentina. E foi um lindo encontro.

Saí de Montevidéu de ônibus e fui até Carmelo, há 3h de capital federal. De lá peguei um barco que fez a travessia em três horas. Um pouco demorado, se comprado ao Buquebus (outro tipo de barco, muito mais veloz) que demora apenas 1h, saindo de Colônia, localizada há 2h30 de Montevidéu. Mas valeu apena viajar mais horas, pois a visão do esplendor da natureza foi impagável. Além disso, na beira do Tígre haviam lindas casa, mansões (algumas pareciam até castelos), além de clubes e museus.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Frente Amplio




No dia 21 de outubro uma multidão saiu de suas casas e foi para 18 de Julio, principal avenida de Montevidéu, para ouvir Pepe Mujica (candidato à presidência do Uruguai) e Danilo Astore (condidato à vice). Esse foi o último ato político da campanha eleitoral antes do primeiro turno das eleições presidenciais e parlamentares do Uruguai, que aconteceram no dia 25 de outubro. Havia cerca de 60 mil pessoas num dos mais grandiosos e emocionantes atos políticos que já vi. E o grandioso não era pela quantidade de pessoas em si. Porque qualquer show musical nas areias de Copacabana reúne muito mais que isso. A grandiosidade era pelo comprometimento dessas pessoas com a política. Foi lindo ver a campanha política de um partido de esquerda no mais democrático dos países da América do Sul.

Lá, assim como em muitos outros países, os partidos políticos caíram em certo descrédito, mas pode se dizer que no Uruguai esse desgaste é muito menor. A participação política acontece no terreno partidário e pessoas que votam na Frente Amplio, por exemplo, exibem com orgulho a bandeira com as cores do partido, como se exibissem a bandeira do seu time de futebol. Há também um clima de patriotismo no ar e há bandeiras do Uruguai por toda parte.

Nos anos 1950, quando o país vivia uma prosperidade sem precedentes, algumas ações comerciais e também políticas eram implantadas primeiro no Uruguai. Por ser um país pequeno e de grande participação política servia como uma espécie de “laboratório”. O que dava certo no Uruguai muitas vezes era repetido em muitas partes do mundo. Se partirmos dessa lógica podemos dizer que hoje, no campo da política, o Uruguai está dando exemplo de participação política e fortalecimento da democrática. Além disso, é a primeira vez na história que se vê uma esquerda tão fortalecida e unida. Pois a Frente Amplio abriga todos os partidos de esquerda do Uruguai.

Outro fato que me chamou a atenção é que a maioria das pessoas que trabalha na campanha da Frente Amplio não ganham para isso. São voluntárias. Empregadas domésticas depois de um dia inteiro de trabalho vão para os atos da Frente Amplio militar. Isso porque elas sabem os seus direitos de cidadãs e de trabalhadoras passam necessariamente pela política. A campanha da Frente Amplia também resgata a esperança que as pessoas depositam na política, nos políticos e nos partidos, como instituições capazes de fazer interferências positivas na sociedade. Oxalá que eles sejam merecedores desse voto de confiança. E oxalá que assim seja por muito tempo.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Encontro com Eduardo Galeano


A palestra finalmente chegou ao fim. Era o primeiro final de semana da Feira Internacional de Literatura de Montevideo e o anfiteatro estava lotado. Lá estava Eduardo Galeano. Muitas pessoas o assediavam em busca de uma dedicatória para exibir em seus livros. Ele ouvia todas com atenção.
– Como está Galeano? – o cumprimentei. Ele respondeu em um fluente português. – Estou bem, e você?
Depois do primeiro contato visual e a simpatia a primeira vista tudo fluiu. Perguntei se poderia conceder uma entrevista, que seria publicada na revista Caros Amigos.
– Para essa revista sempre – assinalou. Pegou minha caderneta e anotou seu email pessoal. Agora eu tinha o email do homem que tem influenciado mentes e corações em todo o mundo, pensei. Só restava saber uma coisa: ele lia emails?

Na mesma semana enviei o pedido de entrevista:
Caro Galeano,
Estou escrevendo para marcarmos a entrevista. Diga-me o dia, o horário e o local que lá estarei.
Creio que podemos marcar em um café tranquilo ou no lugar onde costuma escrever. Algum lugar que te pareça confortável e agradável.
Abraço
Fania Rodrigues


Passou uma semana ele ainda não havia respondido. Já estava achando que jamais responderia e que havia se arrependido do dia em que sem pensar passou seu email a uma jornalista com cara de estudante. Fui checar o endereço que ele havia anotado de próprio punho e constatei que o erro era meu! Um “t”, que nverdade era um “l”, tinha se transformado na barreira que me separava de Eduardo Galeano. Ah, que lástima! Então escrevi um novo email, encaminhando o primeiro logo abaixo:
Caro Galeano
Hoje me dei conta que estava enviando email para o endereço errado.
Bien, vamos marca a entrevista.
Fico até o dia 25 em Montevidéu. A entrevista vai sair na edição de novembro.
Temas: livros, américa latina e uruguai.
Beijos
Fania Rodrigues


Para minha surpresa, agradável surpresa, a resposta veio no mesmo dia.

fania, querida, pode ser no dia 21, segunda, as tres da tarde, no café brasilero, sim, brasilero, rua ituzaingó e 25 de mayo, perto da catedral.
me diga.
obrigado, abraços,
eduardo

Sim, ele lia emails, e mais, respondia. Alguns poucos minutos a mais chegou outro email:

esqueci te dizer que fotos nao sao necesarias, porque tenho algumas boas fotos, bem recentes e ainda inéditas, que poderao servir.
beijo,
eduardo, chamado dudú

Sua generosidade poupou-me horas e dias de ansiedade esperando para receber a tão esperada resposta.
Era uma tarde de segunda-feira e o frio, típico da região, tinha dado uma trégua. Quando cheguei no Café Brasilero, na hora marcada, lá já estava o Dudú. Sentado na última mesa no lado esquerdo, na companhia de uma pasta de couro preta, um café e um suco de laranja (sem gelo e sem açúcar). Quando entrei ele sorriu como quem acenasse. Levantou-se e me recebeu com beijo na face. Tivemos uma longa e gostosa conversa sobre livros, o amor pelos cafés, América do Sul e, claro, sobre política.
Pedi desculpas pela demora do email, por ter passado uma semana enviado para o endereço errado. E como quem confessa um pecado falei de minha falta de intimidade com os computadores. Mas para meu consolo Galeano também se informatizou a pouco tempo.
– Tenho uma teoria – me disse. – A noite, quando estamos dormindo as máquinas se juntam, fazem festa e bagunça. Elas bebem de tudo: whisk, vinho, cachaça, cerveja... Por isso de dia fazem coisas inexplicáveis.
Uma boa teoria para explicar a intempestividade dos computares!
No final da entrevista presenteou-me com dois livros (Espelho e Livro dos Abraços), com direito a dedicatória e o desenho do porquinho que faz para os amigos, com tempo de confidenciar sua paixão pelo desenho. – Às vezes passou horas desenhando – afirmou.
Depois pedi para publicar três textos curtos no final da entrevista. Dois do livro Espelho, que ele mesmo selecionou e outro do Livro dos Abraço. Falei que gostava particularmente de uma crônica sobre a cidade do Rio de Janeiro, que descreve muito bem as idiossincrasias da cidade. A crônica diz: “No alto da cidade do Rio de Janeiro, luminoso, generoso, Cristo Redentor estende os braços. Debaixo desses braços os netos dos escravos encontram amparam. [...] A polícia mata muitos, e mais ainda mata a economia. Na cidade violenta soam tiros e também tambores: os atabaques, ansiosos de consolo e de vingança, chamam os deuses africanos. Cristo sozinho não basta.” Livro dos Abraços.
- Cristo sozinho não basta? – pergunto.
- A crença é como o amor. Tem uma canção de Milton Nascimento que diz: “qualquer maneira de amor vale amar, qualquer maneira de amor vale a pena, qualquer maneira de amor valerá” – e sorriu. Tudo estava dito.
Encerramos a entrevista e pedi para tirar uma foto com ele. – Claro, o Salgado vai tirar – brincou com o garçom, fazendo uma referencia ao brasileiro Sebastião Salgado. Tiramos a foto, ele gentilmente pagou a conta e saímos juntos. Já na rua perguntei o que achava da seleção do Uruguai, se conseguiria se classificar para o mundial. – Esse futebol é uma pornografia – respondeu de bom humor, mas também indignado. Nos despedimos na esquina. Ele virou na rua transversal e eu segui em frente.




quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Eleições do Uruguai


Um ex-guerrilheiro lidera as intenções de voto para as eleições presidenciais do Uruguai. O que seria impossível na América do Sul dos anos 1970, quando muitos países viviam em plena ditadura militar, ainda soa estranho mesmo num dos mais democráticos dos países latino-americanos. José “Pepe” Mujica, hoje, com 74 anos, começou sua militância política ainda na década de 1960, quando ingressou no Movimiento de Liberación Nacional - Tupamaros (MLN-T), uma organização política uruguaia, composta por diferentes movimentos da esquerda radical, que atuou como guerrilha urbana, entre 1960 e início da década de 1970. Veja a matéria completa na edição de outubro da Revista Caros Amigos.


As eleições, para presidente e parlamento, serão realizadas dia 25 de outubro. Mujica, do partido Frente Amplio, lidera as intenções de voto, com 45%. O ex-presidente Luis Alberto Lacalle, do Partido Nacional (Blanco) está em segundo lugar com 32%. Além disso, mais três partidos estão na disputa, entre eles o Partido Colorado, Assembléia Popular e Partido Independente.

Tempo, tempo, tempo



"Montevideo es una de las pocas capitales latinoamericanas donde todavía se puede caminar y respirar", assim define Eduardo Galeano, filho ilustre dessa terra. Aqui o tempo parece passar mais devagar. Há tempo para fazer tudo e sempre é tempo para fazer alguma coisa.
Há tempo para ler, dormir, andar tranquilamente pelas ruas, sem medo de perder a hora podendo, dessa forma, apreciar as histórias, as estórias e a História, que pela gente enquanto caminhamos. Há tempo para falar com as pessoas, para pensar, para ouvir e para aprender. Para divagar sobre o tempo.

domingo, 13 de setembro de 2009

Ferida social




Montevidéu não foge aos problemas sociais das grandes metrópolis sul-americanas. Crianças pedindo dinheiro é comum no centro da cidade. Uma realidade que faz doer os olhos de quem sabe que as riquezas são mau distribuidas. Aqui também há favelas. A única diferença é que no Uruguai o nome é "assentamento". Pode mudar de nome, mas pabreza é a mesma . As veias também estão abertas nessa parte da América. Mais de 300 mil pessoas vivem abaixo da linha da pobreza no Uruguai. Parece pouco, mas estamos falando de um país de 3,4 milhões de pessoas. Seja aqui ou em outras partes do mundo a pobreza é sempre cruel.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Pelas ruas de Montevidéu
















Uruguai: País das águas





Banhada pelo Rio da Prata, Montevidéu definitivamente é a cidade que faz pulsar o Uruguai. É nela que tudo acontece, tanto no campo da economia, quanto no da cultura e da política. Assim como na maioria dos países sul-americanos, a capital federal é a cidade mais importante do Uruguai. Aqui vivem cerca de 1,5 milhão de pessoas. Quase a metada da população do país, que hoje é de 3,4 milhão de habitantes.

Localizado entre os gigantes Brasil e Argentina, Uruguai, apesar de possuir um território menor que o estado do Paraná, ocupa um lugar estratégico do ponto de vista geopolítico. Importante consumidor de produtos brasileiros e argentinos também é fortemente influenciado pela economia dos dois vizinhos.

Mesmo com uma moeda desvalorizada o país possui uma situação econômica estável e experimenta um significativo crescimento. Mesmo em tempos de crise mundial, no segundo trimestre de 2009 o Uruguai não apenas não entrou em recessão, como teve uma expanção de 0,5%. A estimativa para esse ano é que o país cresça cerca de 2%. Com isso, possívelmente, será um raros países que vai terminar 2009 crescendo. Além, disso em 2008 a economia uruguaia cresceu 9%, uma das mais altas taxas do mundo.

A abertura fiscal e a saída para o Atlântico, com uma costa marítima de 220km e mais 450 km do Rio da Prata, faz do Uruguai uma porta de entrada e saída de mercadorias. O país também possui 100 milhas de plataforma continental e agora quer chegar às 200 milhas. Se isso acontecer o Uruguai será um país das águas, pois terá mais água que território.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Marcha da Esperança




Cheguei no dia 26 agosto, em Montevidéu, depois de ter ficado uma semana na pacada cidade de Rivera, que faz divisa com Santana do Livramento (RS). No dia 27 pela manhã acordei com uma marcha de 40 mil trabalhadores na 18 de Julho, principal avenida da capital federal do Uruguai .

Dezenas de sindicalistas, militantes de movimentos sociais e sociedade organizada foram às ruas para dizer que independente de quem vença as eleições presidenciais no dia 25 de outubro a luta continua. Muitos foram os ganhos nos últimos cinco anos de governo do presidente Tabaré Vasquez, da Frente Amplia, o primeiro presidente de esquerda do país. Mas algumas importantes reformas sociais, agrária e tributária, aclamadas pela sociedade, não aconteceram.

O número de desemprego caíu de 14 para oito por cento, mas ainda continua alto. Pois, o Uruguai não possui uma indústria nacional fortalecida. A grande maioria dos bens de consumo são importados do Brasil, Argentina, Estados Unidos e China. Contudo, posso dizer que acordar com o som das manifestações dos trabalhadores nas rua de Montevidéu foi uma agradável surpresa principalmento por ver um povo organizado e politizado.

Imagens de Rivera











domingo, 6 de setembro de 2009

Fronteira da paz


À primeira vista parece uma pequena cidade como outra qualquer. Mas, olhando mais de perto logo se nota suas particularidades, começando pela união de dois países “separados” apenas pelo canteiro de uma avenida. Dois mundos, moedas, línguas e costumes diferentes utrapassam todos os dias as linhas físicas e culturais que os dividem. Rivera, no Uruguai, e Santana do Livramento, no Brasil, formam um só povo que absolveram as culturas dos dois países.

Nas ruas é comum ver uruguaios falando em espanhol e o brasileiros respondendo em português. Além disso, o portunhol é praticamente um terceiro idioma local. Pois, há palavras que foram criadas pela população fronteiriça que não existem em nenhuma das duas línguas.
A integração é tanta que em alguns momentos chega ser irônica. No dia 25 de agosto comemora-se a independencia da República Oriental do Uruguai. Nesta data o exército brasileiro entra em território uruguaio e juntamente com a tropa do vizinho desfila pela principal rua de Rivera, a Sarandi, para rememorar o dia em Uruguai tornou-se independente de Portugal e Brasil. Ou seja, o ex-colonizador comemora junto com o ex-colonizado a independência conquistada. Para retribuir a gentiliza os brasileiros também convidam os militares uruguaios para festejar a indepêndencia do Brasil, todo 7 de setembro.

Amantes do chimarrão e do churranco na brasa, uruguaios e brasileros sulistas são falam em rivalidade quando o assunto é futebol. Toda vez que as seleções dos dois países se enfrentam a fronteira é fechada . Tudo começou na década de 1980. No dia seguinte do Brasil ter sido eliminado pela França na Copa do Mundo de 1986, no México, as ruas de Rivera e Santana do Livramento ficaram tomadas de folhetos que traziam a imagem da taça de capeão. Mas não passava de uma provocação, pois na parte superior do troféu foi fundica com a imgem de um pênis e logo abaixo vinha a frase que dizia: “Se senta nele Brasil”, fazendo alusão ao slogan da seleção brasileira que era “70 neles Brasil”. Tudo isso causou muita confusão e até hoje é lembrado pelas pessoas das duas cidades. Por isso a fronteira fica fechada em dias de jogo das seleções de Brasil e Uruguay. No entanto, a rivalidade se resume ao futebol. Pois nos outros campos o que vê são dois países que vivem, não separados, mas unidos pela fronteira, por suas semelhanças e suas paixões.

Primeira parada: Rivera


O que divide Rivera e Santana do Livramento é apenas um canteiro de uma avenida. E, na parte rural penas marcadores, que muitas vezes estão quase imperceptíveis.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Descobrindo a América do Sul

No dia 21 de agosto embarcarei em uma deliciosa aventura pela América do Sul. Durante um ano vou percorrer nove países, descobrindo suas cores, seus encantos e também suas mazelas. Quero registrar essas impressões através de reportagens, artigos e fotografias, sempre levando em conta o olhar jornalístico.

Mais do que uma viagem farei um verdadeiro mergulho na cultura, na política, na economia, no social, nas belezas naturais, na geografia, na história, na arte, na literatura, na música e em tantas outras riquezas e veias abertas dessa América. Em texto e imagem vou explorar os seus segredos e suas culturas. Conhecer os povos que habitam essa vasta e rica terra. E contar suas histórias.



Começarei pelo Uruguai, depois vou para a Argentina, primeiro em Buenos Aires e depois para seu extremo sul. Em seguida irei para o Chile, volto à Argentina e depois sigo para Bolívia, Paraguai, Peru, Equador, Colômbia e, por último, Venezuela. Em cada um desses países permanecerei uma média de dois meses, pois não pretendo apenas passar por eles, mas conhecê-los mais profundamente.

Mais informações podem ser obtidas através dos emails - rodrigues.fania@gmail.com, fania.rodrigues@uol.com.br